terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eu mato minh’alma


Seu nome? Ah, seu nome! Assim como muitos, seu nome era João... Sim, João. Na verdade, talvez aquele não fosse seu verdadeiro nome.
Jamais me pergunte sobre ele, não cabe a eu responder coisas que eu nunca senti, e pra ele também não, seria ousadia, ele não se conhece, ele não existe de fato.
No auge da sua vida púbere, João unicamente vivia, sem se importar com atos e rumores. Muitos o julgavam como sendo egocêntrico, desentortado e até mesmo ridículo.
Ridículo era palavra recalcada naquele vocábulo sujo, erótico, de sorriso ambíguo. Ele chegava a acreditar nas palavras, apesar de não conhecer o significado de tantas, mas aquilo não era tudo, João era do tipo sem nexo!
Ah, João! Não me pergunte sobre ele, ele já sofreu demais por suas puerilidades.
Cresceu ao som de The Beatles, entre amores e desencontros, que jamais serviram como base para sua biografia. João não nasceu perfeito, era praticamente uma bizarrice aos brotos da sociedade...
Mas ele amava, ah, ele amava! Amava João! Sim, João.

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