Seu nome? Ah,
seu nome! Assim como muitos, seu nome era João... Sim, João. Na verdade, talvez
aquele não fosse seu verdadeiro nome.
Jamais me
pergunte sobre ele, não cabe a eu responder coisas que eu nunca senti, e pra
ele também não, seria ousadia, ele não se conhece, ele não existe de fato.
No auge da sua
vida púbere, João unicamente vivia, sem se importar com atos e rumores. Muitos
o julgavam como sendo egocêntrico, desentortado e até mesmo ridículo.
Ridículo era
palavra recalcada naquele vocábulo sujo, erótico, de sorriso ambíguo. Ele
chegava a acreditar nas palavras, apesar de não conhecer o significado de
tantas, mas aquilo não era tudo, João era do tipo sem nexo!
Ah, João! Não
me pergunte sobre ele, ele já sofreu demais por suas puerilidades.
Cresceu ao som
de The Beatles, entre amores e desencontros, que jamais serviram como base para
sua biografia. João não nasceu perfeito, era praticamente uma bizarrice aos
brotos da sociedade...
Mas ele amava,
ah, ele amava! Amava João! Sim, João.
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