domingo, 4 de dezembro de 2011

Ei pai, eu cresci de acordo com seus planos ?


Outro dia se vai. Parece tudo em seu devido lugar.
Nada em seu estado normal, tudo fora do alcance.
Difícil tirar de dentro tudo aquilo que afeta, que constrange que amedronta.
Amigos já não são os mesmos, sorrisos agora não passam de algo forçado, pois tudo termina, afinal, o fim sempre chega, apesar de jamais ter um final.
As nuvens parecem dançar na freqüência de um som maneiro, o mundo gira cada vez mais rápido, o que me acusa, me perturba, mas me fascina, me instiga...
Não passo de um covarde, que ri da discrição, que rodopia em cima de um fato, que desmascara o ato.
Como uma canção de amor ou as cortinas de meu quarto. De porta fechada, como sempre, abafo meu caráter dentro de um cubículo lacrado. Desperto o desejo vendo o ponteiro da vida correr...Ah! Ridículo...
Seria eu o fim do mundo? Não, sou apenas a gota de sangue que insiste em correr na direção que eu ainda não encontrei.

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