quinta-feira, 17 de novembro de 2011

De todas as maneiras certas


Ele tinha apenas doze anos. Não sabia muito da vida.
Ingênuo talvez, errado na maior parte das vezes... Sim, errado!
Talvez os erros não fossem seus, mas ele tinha apenas doze anos, qualquer erro era inevitável.
Do tipo filho perfeito, orgulho da família, cheio de expectativas que alegravam seus pais os fazendo sorrir com aquela determinação...
Num misto de tristeza, incerteza e dor,sentiu pela primeira vez que as pessoas não eram belas, e que a mudez talvez fosse a melhor resposta.
Era tarde de verão, num mês incerto, esquecido (ou apenas deixado de ser lembrado) e suas lágrimas não adiantariam...
Ele tinha apenas doze anos, e sentiu pela primeira vez que o mundo estava revogado!
Tentou fugir, gritar, chorar... Não adiantava, já havia acontecido.
Ele tinha doze anos e foi estuprado pelo próprio pai enquanto sua mãe perambulava pelas ruas atrás de um fim qualquer...
Talvez as perguntas nunca encontrem suas respostas, talvez as respostas apareçam...
Ele tinha apenas dezoito anos, suas lagrimas correram mais uma vez, só que dessa vez foi por tristeza, por medo de lembrar!
Mas ele é ERRADO e não vai mudar!

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