sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Que um dia ela cicatriza

Mas a narrativa, em si, não influi,
importa mesmo é que eu leio para realçar a história
sombria, mas só minha.
Como uma borboleta em meio a um jardim infinito,
Como um pássaro escondendo-se em seu ninho,
Como um bípede que canta, um dia, cessando o canto.
Fica similar
em meu mundo turvo a visão
que se define indiferente.
Não que eu queira me confrontar com as borboletas, belas, mas secas...
que vagam sem norte
dentre as nuvens brandas!
As vemos com tonalidade
Mas na verdade são negras
Vagam pelo mundo, sem rumo, sem rumo...
Elas não têm a chave, então deixa, deixa sangrar...

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