
Era tão estranho tocar tua mão.
Seu rosto parecia pálido, os olhos profundos e as pernas trêmulas.
De repente, a lágrima que corria daqueles belos olhos castanhos, transformava-se em um lindo sorriso amarelo.
Os pássaros cantavam ao som das águas e as borboletas embelezavam o fundo, mais vivo naquele dia, com suas cores das mais diversas.
Talvez fossem sua timidez que lhe fizera sorrir, ou apenas a sensação de estar protegida ao tocar, desesperadamente minhas mãos, como se tivesse encontrado o verdadeiro sentido de existir.
O dia descoloriu-se, e o sol, que brilhava intensamente naquele dia de primavera, não voltou mais. As flores lá fora me disseram pra seguir em frente, sem olhar pra trás, afinal, os dias passam de vagar, e as noites me disseram que ela não iria mais voltar.
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